A Beleza na História Cultural

R$2.400,00

Parcele em 12x de R$200,00 sem juros

Entenda como as mais de noventa horas de curso foram divididas:

– Módulo 1
Sobre artes e artistas – O grande despertar (Grécia, sécs. VII-V a. C.) – O Império do Belo (a Grécia e o mundo grego, sécs. IV a. C. a I d. C.).

– Módulo 2
Conquistadores do mundo – romanos, budistas, judeus e cristãos (sécs. I a IV d. C.) – Bifurcação de caminhos – Roma e Bizâncio (sécs. V a XIII d. C.) – A Arte Ocidental em fase de assimilação – Europa (sécs. VI a XI).

– Módulo 3
A Igreja militante (século XII). Estudo de caso: O deambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII).

– Módulo 4
A Igreja militante (século XIII). Estudo de caso: A Taula de Sant
Miquel do mestre de Soriguerola (Baixa Cerdanha – Catalunha).

– Módulo 5
Cortesãos e burgueses (o século XIV). Estudo de caso: O Codex Manesse.

– Módulo 6
As características da Beleza nos clássicos da Coroa de Aragão: Félix ou O Livro das Maravilhas de Ramon Llull, Curial e Guelfa e O Sonho.

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Descrição

Curso On-line de Extensão A Beleza na História Cultural – do Mundo Clássico ao gótico internacional catalão (sécs. V a. C. – XV d. C.) com o Prof. Dr. Ricardo da Costa

Duração: 12 meses

Início das aulas: 07/01/2019

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Metodologia:

Na parte histórica, artística e literária, aulas expositivas com a utilização de data-show para apresentação e análise de material iconográfico relativo aos três recortes temporais (Antiguidade, Idade Média e Gótico Internacional Catalão).

O conteúdo basear-se-á em análise histórico-filosófica dos períodos, com estudos de caso selecionados (e que constam da Bibliografia).

Como suporte teórico de análise de imagens, utilizaremos os três níveis de compreensão de uma obra de arte propostos por Erwin Panofsky (1892-1968): a) Primário (o nível mais elementar de entendimento, ou seja, a percepção das formas puras de uma obra); b) Secundário (conhecimento convencional – histórico/cultural – de uma expressão artística); c) Iconológico (conhecimento tanto do contexto histórico quanto técnico e cultural de uma obra). Para os textos literários da Coroa de Aragão, o suporte interpretativo será baseado nas traduções de Ricardo da Costa das obras de Ramon Llull (especialmente o Livro das Maravilhas), Curial e Guelfa e O Sonho.

Na parte filosófica, serão analisados extratos de obras clássicas e medievais em que o conceito de beleza é tratado. São esses os seguintes autores (e os subtemas):

  1. Platão e o Belo como ponto de partida para a contemplação das substâncias ideais
  2. Aristóteles e o Belo como simetria (grandeza e ordem)
  3. Cícero (106-7 a. C.) e a Beleza como firmeza espiritual e imagem mental
  4. Sêneca (4 a. C. – 65 d. C.): a arte como imitação da natureza e na representação do artista
  5. Plotino (c. 204-270): a Beleza como Bem
  6. Agostinho (354-430) e a totalidade da Beleza
  7. Boécio (c. 480-525) e Cassiodoro (c. 485-580): a Beleza da Música
  8. Beleza no Renascimento Carolíngio (sécs. VIII-IX)
  9. Os cistercienses e a Beleza da medida adequada (séc. XII)
  10. Os vitorinos e a Beleza mística (séc. XII)
  11. Roberto Grosseteste (1168-1253) e a estética da luz 
  12. São Boaventura (1221-1274) e o afã pelo Belo
  13. Alberto Magno (c. 1200-1280) e a redução do Belo à forma
  14. Tomás de Aquino (1225-1274) e o Belo que agrada à vista
  15. Ramon Llull (1232-1316) e a beleza das coisas corporais, mais amada pelos homens do que a beleza das coisas espirituais
  16. Dante (1265-1321) e a Beleza do Amor 

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Programa das aulas

Módulo 1:       Sobre artes e artistas – O grande despertar (Grécia, sécs. VII-V a. C.) – O Império do Belo (a Grécia e o mundo grego, sécs. IV a. C. a I d. C.).

Módulo 2:       Conquistadores do mundo – romanos, budistas, judeus e cristãos (sécs. I a IV d. C.) – Bifurcação de caminhos – Roma e Bizâncio (sécs. V a XIII d. C.) – A Arte Ocidental em fase de assimilação – Europa (sécs. VI a XI).

Módulo 3:       A Igreja militante (século XII). Estudo de caso: O deambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII).

Módulo 4:       A Igreja militante (século XIII). Estudo de caso: ATaula de Sant Miquel do mestre de Soriguerola (Baixa Cerdanha – Catalunha).

Módulo 5:       Cortesãos e burgueses (o século XIV). Estudo de caso: O Codex Manesse.

Módulo 6: As características da Beleza nos clássicos da Coroa de Aragão: Félix ou O Livro das Maravilhas de Ramon Llull, Curial e Guelfa e O Sonho.

 

Parte central do retábulo Ressurreição de Cristo, têmpera sobre madeira (191 × 140 cm), Museu de Zaragoza (procedente da Igreja do Convento do Santo Sepulcro ou das canonisas de Zaragoza,c.  1361-1362.

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Ementa: Para apresentar a história do desenvolvimento das expressões artísticas e literárias no Ocidente e na Coroa de Aragão (com seus clássicos literários Félix ou O livro das MaravilhasCurial e Guelfa e O Sonho), a proposta do curso basear-se-á fundamentalmente no clássico do historiador da arte Ernst Hans Josef Gombrich (1909-1991), A História da Arte, com o enriquecimento bibliográfico de três obras de Erwin Panofsky (1892-1968): Idea: a evolução do conceito de belo (1924), O significado das artes visuais (1939) e Arquitetura gótica e escolástica (1951) e a trilogia de Gina Pischel (História Universal da Arte), além dos trabalhos por nós desenvolvidos e relacionados à literatura da Coroa de Aragão.

Ao binômio Gombrich/Panofsky será acrescentado ao conteúdo das aulas meus próprios trabalhos acadêmicos sobre arte medieval, em forma de estudos de caso, além das considerações histórico-metodológicas que Peter Burke (1937- ) desenvolve em seu trabalho Testemunha ocular (2001).

Assim, apresentaremos obras artísticas do período selecionado de diferentes naturezas (esculturas, pinturas, afrescos, vitrais, bordados, móveis, miniaturas) para que, ao final do curso, os estudantes adquiram uma noção mais ampla e rica do que foi – e é – o patrimônio cultural e artístico de nossa tradição civilizacional, a ocidental. Da Grécia antiga ao inclassificável século XV.

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Fontes primárias

ARISTÓTELES. Retórica. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 2005.

BERNAT METGE. O Sonho (trad.: Ricardo da Costa). Texto ainda inédito e gentilmente cedido pelo tradutor especialmente para esse curso.

BOÉCIO. La Consolación de la Filosofía. Madrid: Alianza Editorial, 2008.

CURIAL E GUELFA (trad. e notas: Ricardo da Costa). University of California, Santa Barbara: Publications of eHumanista, 2011.

PLATÓN. Hipias Mayor. Madrid: Editorial Gredos, 2006.

PLATÓN. Fedro. Madrid: Editorial Gredos, 2004.

PLATÓN. Fédon. Madrid: Editorial Gredos, 2004.

PLATÓN. República. Madrid: Editorial Gredos, 2003.

PLOTINO. Enéadas. Madrid: Editorial Gredos, 1998.

RAMON LLULL. Félix ou O Livro das Maravilhas (apres., trad. e notas: Ricardo da Costa). Coleção Grandes Obras do Pensamento Universal – 95. Local: São Paulo. Editora: Editora Escala. Ano de publicação: 2009, 02 volumes.

SAN AGUSTÍN. Confessiones. Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1951.

SAN AGUSTÍN. Sobre la Música. Madrid: Editorial Gredos, 2007.

SAN AGUSTÍN. De la verdadera religión. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1948.

SAN AGUSTÍN. La Ciudad de Dios. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1959.

SEUDO DIONISIO AREOPAGITA. Teologia Mística. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), 1995.

TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. São Paulo: Edições Loyola, 2005.

Bibliografia

Estudos de caso

COSTA, Ricardo da, e GRAU-DIECKMANN, Patricia. “El relato del Génesis en el Tapís de la Creació (siglos XI-XII): la transcendencia en la Estética Medieval”.In: LÉRTORA MENDONZA, Celina (et. al.). Filosofía medieval: continuidad y rupturas: XIV Congreso Latinoamericano de Filosofía Medieval – Actas I. Buenos Aires: FEPAI, 2013 (e-Book), p. 463-481. Internethttp://www.ricardocosta.com/artigo/el-relato-del-genesis-en-el-tapis-de-la-creacio-siglos-xi-xii-la-transcendencia-en-la

COSTA, Ricardo da, e DANTAS, Bárbara. “Bondade, Justiça e Verdade. Três virtudes marianas nas Cantigas de Santa Maria e no Livro de Santa Maria, de Ramon Llull”. Internethttp://www.ricardocosta.com/artigo/bondade-justica-e-verdade-tres-virtudes-marianas

COSTA, Ricardo da. “A Estética do Corpo na Filosofia e na Arte da Idade Média: texto e imagem”. InTrans/form/ação, Marília, v. 35, p. 161-178, 2012 Edição EspecialInternethttp://www.ricardocosta.com/artigo/estetica-do-corpo-na-filosofia-e-na-arte-da-idade-media

COSTA, Ricardo da. “Ramon Llull (1232-1316) e a Belezaboaforma natural da ordenação divina”. InRevista Internacional d’Humanitats. Ano XIII, n. 18, 2010, p. 21-28. Internethttp://www.ricardocosta.com/artigo/ramon-llull-1232-1316-e-beleza-boa-forma-natural-da-ordenacao-divina

COSTA, Ricardo da. “A luz deriva do bem e é imagem da bondade”: a metafísica da luz do Pseudo Dionísio Areopagita na concepção artística do abade Suger de Saint-Denis”. InScintilla. Revista de Filosofia e Mística Medieval. Curitiba: Faculdade de Filosofia de São Boaventura (FFSB), Vol. 6 – n. 2 – jul./dez. 2009, p. 39-52. Internethttp://www.ricardocosta.com/artigo/luz-deriva-do-bem-e-e-imagem-da-bondade-metafisica-da-luz-do-pseudo-dionisio-areopagita-na

COSTA, Ricardo da. “O deambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII)”. In: LAUAND, Luiz Jean (coord.). Revista MIRANDUM, n. 17, Ano X, 2006, p. 39-58. Internethttp://www.ricardocosta.com/pub/deambulatorio.htm

COSTA, Ricardo da. “A Taula de Sant Miquel (séc. XIII) do mestre de Soriguerola (Baixa Cerdanha – Catalunha)”. In: CAVALCANTI, Carlos M. H. (dir.). História, imagem e narrativas. Rio de Janeiro: Revista Eletrônica, n. 2, ano 1, abril/2006. Internethttp://www.ricardocosta.com/pub/taula.htm

COSTA, Ricardo da. “Codex Manesse: quatro iluminuras do Grande Livro de Canções manuscritas de Heidelberg (século XIII) – análise iconográfica. Primeira parte”. In: LEÃO, Ângela, e BITTENCOURT, Vanda O. (orgs.). Anais do IV Encontro Internacional de Estudos Medievais – IV EIEM. Belo Horizonte: PUC Minas, 2003, p. 266-277. Internethttp://www.ricardocosta.com/pub/manesse.htm

COSTA, Ricardo da. “As relações entre a Literatura e a História: a novela de cavalaria Curial e Guelfa”. In: BUTIÑÁ & CORTIJO (eds.). Literatura, Llengua i Cultura de la Corona d’Aragó, volume 1, 2012, p. 84-98. Internethttp://www.ricardocosta.com/artigo/relacoes-entre-literatura-e-historia-novela-de-cavalaria-curial-e-guelfa

COSTA, Ricardo da. “Uma jóia medieval no alvorecer do Humanismo: a novela de cavalaria Curial e Guelfa (século XV)”. In: MONGELLI, Lênia Márcia (org.). De cavaleiros e cavalarias. Por terras de Europa e Américas. São Paulo: Humanitas, 2012, p. 539-549. Internethttp://www.ricardocosta.com/artigo/uma-joia-medieval-no-alvorecer-do-humanismo-novela-de-cavalaria-curial-e-guelfa-seculo-xv

COSTA, Ricardo da. “Os sonhos e a História: Lo somni (1399) de Bernat Metge”. InRevista de lenguas y literaturas catalana, gallega y vasca. Anuario de filología catalana, gallega y vasca
(RLLCGV). Madrid: UNED, Año 2012, volumen XVII, p. 15-30. Internethttp://www.ricardocosta.com/artigo/os-sonhos-e-historia-lo-somni-1399-de-bernat-metge

SILVEIRA, Sidney. Recusa da beleza, negação do ser

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2011/10/recusa-da-beleza-negacao-do-ser.html

SILVEIRA, Sidney. Condenados ao esteticismo

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2009/01/condenados-ao-esteticismo.html

SILVEIRA, Sidney. A sombria estética do catolicismo pós-conciliar

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2011/06/sombria-estetica-do-catolicismo-pos.html

SILVEIRA, Sidney. Estilhaços do Belo

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2009/01/estilhaos-do-belo.html

SILVEIRA, Sidney. Oscar Niemeyer e o êxtase de Narciso

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2012/12/niemeyer-e-o-extase-de-narciso.html

SILVEIRA, Sidney. A supremacia da estupidez estética — e a derrota da política

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2013/07/a-supremacia-da-estupidez-estetica-e.html

Nougué, Carlos. Série “Os fins da arte”

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2008/06/os-fins-da-arte-i.html

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2008/06/os-fins-da-arte-ii.html

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2008/06/os-fins-da-arte-iii.html

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2008/07/os-fins-da-arte-iva.html

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2008/07/os-fins-da-arte-ivb.html

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2008/07/os-fins-da-arte-v.html

SILVEIRA, Sidney. A Arte, as potências da alma humana e Deus

http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2008/06/arte-as-potncias-da-alma-humana-e-deus.html

Obras de referência

BURKE, Peter. Testemunha ocular. História e Imagem. Bauru/SP: EDUSC, 2004.

DAVY, Marie-Madeleine. Iniciación a la simbología románica. El siglo XII. Madrid: Akal, 2007.

GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2011.

PANOFSKY, E. Significado nas artes visuais. São Paulo: Perspectiva, 1991.

PANOFSKY, E. Arquitetura gótica e escolástica. São Paulo: Perspectiva, 1991.

PANOFSKY, E. Idea: a evolução do conceito de belo. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

PISCHEL, Gina. História Universal da Arte. São Paulo: Melhoramentos, 1966, 03 volumes.

Depoimento:

“4 motivos para fazer o curso A Beleza no Instituto Angelicum:

1. Abrange um grande período histórico, possibilitando ao aluno a apreensão de uma visão global sobre a História da Arte, algo que é muito interessante para quem busca uma introdução a esta área do conhecimento;

2. A competência intelectual do Prof. Dr. Ricardo da Costa, que indubitavelmente se constitui um dos maiores pesquisadores brasileiros a respeito da Idade Média;

3. A qualidade do conteúdo tratado nas aulas, sob os aspectos iconográfico e teórico;

4. A relevância do aprendizado da História da Arte, que se conecta às mais diversas áreas do conhecimento e expande a nossa visão de mundo, aos nos despertar para o fato de que o estudo da Arte é imprescindível para o estudo da História, constituindo-se um meio relevante para a obtenção de informações sobre diferentes culturas e tradições.”

Antonio Gabriel
Licenciando em Geografia
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

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